Resenha: O Ar Que Ele Respira, de Brittainy C. Cherry

“Talvez a verdadeira forma de amor nasça da dor mais profunda.”

Oi, oi, gente!

Hoje vim falar pra vocês sobre o livro “O Ar Que Ele Respira“, da autora Brittainy C. Cherry, publicado pela Editora Record, (2016, 308 páginas). Muitas pessoas estavam comentando sobre o quanto a história era emocionante e acabei adquirindo um exemplar que encontrei no lindo do Sebo do Messias! ❤

livro o ar que ele respira

O livro conta a história da Elizabeth, que está tentando seguir em frente após perder o marido, Steven, em um acidente. Ela tem uma filha, que é seu porto seguro e o único motivo pelo qual ela ainda permanece de pé. Para completar sua infelicidade, após a morte de Steven, ela vai passar um período na casa de sua mãe, que também é viúva. A forma da mãe de seguir em frente, no entanto, não agrada Liz, e ela decide retornar para seu antigo lar na pequena cidade de Meadows Creek, mesmo com todas as lembranças do seu casamento feliz estando ali, para assombrá-la.

Lá, ela se depara com um novo vizinho, chamado Tristan Cole: um cara grosso, que vive sozinho e parece não se importar em magoar as pessoas. A cidade o evita por achá-lo perigoso e inconstante, mas Liz, a medida que o conhece, descobre que ele também sofreu uma grande perda envolvendo as pessoas que ele mais amava.

Dois corações que necessitam desesperadamente de um novo começo, de consolo e de cura da alma. É possível superar a perda de quem a gente ama e viver uma nova história? É possível curar um coração despedaçado?

“Como duas pessoas tão imperfeitas e tão devastadas conseguiram estabelecer uma ligação?”

O que achei:

Se você é emotivo, a carga desse livro pode te desmanchar. Eu geralmente me sinto mal quando leio histórias de perdas, pois sou uma manteiga e acabo me envolvendo muito na história, além de ter a terrível mania de me colocar no lugar dos personagens.

box serie elementos

No entanto, eu queria me emocionar mais e me esvair em lágrimas durante a leitura (sou dessas que amam um romance/drama que te pega de jeito, sabe?), mas não aconteceu, por incrível que pareça. Isso não é ruim, no entanto. Só que, mais uma vez, fui enganada pela expectativa e pela experiência de outros leitores (tenho que aprender a separar as coisas para não me frustrar).

Antes de mais nada, a escrita da autora é maravilhosa. Nunca tinha lido nada dela (Brittainy também é autora de “Sr. Daniels“, que ainda não tive a curiosidade de ler), mas de cara me encantei. O livro intercala capítulos na visão da Liz e na visão do Tristan, sendo as partes dela predominantes. Ambos são bem construídos e você percebe claramente a personalidade deles. A narração é tão intensa que transforma a dor deles em algo palpável. O início do livro te instiga a continuar a leitura, saber o que aconteceu com seus amores, a forma que eles vão se encontrar e como vão tentar superar suas perdas.

“Todo mundo merece ter pelo menos um amigo em quem possa confiar seus medos e segredos. Suas culpas e alegrias. Todos merecem ter uma pessoa que vai olhar em seus olhos e dizer: ‘Você é autossuficiente, você é perfeito, mesmo com todos os seus problemas.'”

Liz é uma mulher batalhadora e muito bonita, que trabalha com design de interiores e cria a filha sozinha após a morte do marido, da melhor forma que ela consegue e mesmo com aquele vazio por dentro. Ela busca o apoio de sua família e seus amigos para superar a perda, até chegar o momento em que ela decide que precisa fazer isso sozinha. Tristan lidou com a morte de maneira oposta: ele culpou o mundo pelo que aconteceu com sua família e, desde então, não trata ninguém de forma cortês. Sabe aqueles caras insuportavelmente marrentos? Esse é Tristan.

Mas, como em todo romance, eles se encontram e percebem que não são os únicos sofrendo no mundo, e a partir daí inicia-se um relacionamento turbulento e cheio de dúvidas, mas cheio de desejo e sintonia. Foi onde se iniciou, também, meu incômodo com alguns elementos que a autora usou para finalizar a história.

“Você precisa saber o que é se sentir fraca pra encontrar forças novamente.”

Fiquei com dúvidas sobre a “desculpa” usada pelo casal para se relacionar, pois eles se “usam” como se estivessem com seus cônjuges, e isso causa aquela confusão… Achei até meio estranho, rs, mas não saberia explicar melhor sem dar spoilers. Outra coisa que me incomodou foi que existem outros personagens masculinos na trama, e poucos deles não são apaixonados pela personagem principal. Isso geralmente me deixa com o pé atrás em qualquer livro. Por fim, há uma grande revelação ao final que deu uma reviravolta louca no enredo, não me convenceu e trouxe um ritmo frenético totalmente contrário ao início do livro, que demorou a fazer sentido pra mim, pois as cenas ficaram corridas e meio obscuras.

“Ninguém deve se sentir só quando está apaixonado.”

Apesar disso, o livro não é ruim. Pelo contrário: é agradável de ler e você termina em poucos dias por ser extremamente fluído. Protagonistas e secundários são cativantes, a descrição dos ambientes é incrível graças a autora (se eu fechar os olhos, vou conseguir imaginar perfeitamente bem a casa da Liz e parte de Meadows Creek, rs) e, ainda, Tristan faz referências literárias muito legais, desde a Bíblia a Harry Potter! ❤ Além disso, existem inúmeras quotes LINDAS que marquei no meu exemplar (compartilho algumas delas em destaque aqui no post pra vocês sentirem esse gostinho).

Preciso dizer que, embora a mudança dele tenha sido rápida demais pra mim, o personagem é apaixonante! Totalmente dedicado à família, sem ter medo de assumir nem demonstrar seus sentimentos, extremamente atencioso e apaixonado… É pra dar suspiros MESMO!

“E que bom que o meu cachorro gosta de você. Senão, eu já teria me convencido de que você era uma psicopata. As pessoas sempre devem confiar no instinto dos animais. Os cachorros sabem julgar o caráter de uma pessoa muito melhor que humanos.”

O livro faz parte da série Elementos, que já conta com quatro livros lançados no Brasil, inclusive para venda em uma box maravilhosa. O segundo volume chama-se “A Chama Dentro de Nós“, seguido por “O Silêncio das Águas” e, por fim, “A Força Que Nos Atrai“. Preciso dizer que os mocinhos másculos das capas são um atrativo a mais pra se ter na estante! 😉

Por fim, embora não tenha sido uma super revelação literária pra mim, pois não traz uma fórmula tão diferente das que estou acostumada a ler, recomendo pra quem ama um bom romance, cheio de lições sobre família, perda e superação.

“(…) porque amá-la significava que um dia eu poderia perdê-la, e perder as pessoas que você ama é a pior sensação do mundo.”

NOTA: 4

Vocês também já leram? O que acharam dele? Deixem aí nos comentários as partes que mais emocionaram vocês!

Beijos e até a próxima!

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

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