Resenha: Her Best Worst Mistake, de Sarah Mayberry

“Porque ele a tinha, assim como ela o tinha, e algumas coisas estavam além das palavras”.

Oi, pessoal!

Os e-books acabaram ganhando bastante espaço na minha vida, principalmente os em inglês, então os tenho lido bastante. Algum tempo atrás, tive uma gostosa experiência com “Her Best Worst Mistake“, da Sarah Mayberry (2012, 170 páginas), sem tradução oficial e publicação no Brasil, por enquanto. Ele faz parte de uma “duologia” conhecida como “Elizabeth and Violet“, que conta a história da amizade entre duas grandes amigas e seus relacionamentos.

Na verdade, foi lançado primeiramente o livro chamado “Hot Island Nights” (capa abaixo), cuja protagonista é Elizabeth, que parte para a Austrália em busca de respostas sobre seu passado e sobre seu verdadeiro eu. “Her Best Worst Mistake” é um spin-off desse primeiro livro, onde, nele, acompanhamos a vida de Violet enquanto ela permanece em Londres durante a viagem de Elizabeth. As histórias podem ser lidas separadamente e, ainda assim, tudo faz sentido.

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Ele conta a história da Violet Sutcliffe, que por seis anos sempre soube que Martin St Clair é o homem errado para sua melhor amiga. Ele é limitado, antiquado, conservador e deixa Violet louca – e o sentimento é inteiramente mútuo. Então, do nada, sua amiga vai embora há apenas algumas semanas antes de seu casamento com Martin, viajando para a Austrália em uma missão de auto-descoberta.

Em Londres, Violet se percebe penalizada pelo recém-solteiro Martin. Pelo menos, ela diz a si mesma que é pena o que sente. Então, ele aparece em uma noite escura e de tempestade e eles descobrem que, por trás do desgosto mútuo, existe uma química sexual ardente. É louca e obsessiva – e completamente errada. Porque eles não são apenas óleo e água, mas Martin uma vez pertenceu a sua melhor amiga. Uma amiga que Violet está morrendo de medo de perder. Que futuro poderá existir para uma relação com tantos obstáculos?

“Ele inclinou-se e beijou-a, só porque ele podia.”

O que achei:

Este é um livro bem curto, leve e rápido, o que garante uma leitura bem gostosa e tranquila. Trata-se de um romance adulto, e alguns trechos são meio hot, mas não tanto quanto aqueles livros eróticos que enfatizam demais as partes das relações sexuais e acabam deixando a história de lado. Esse foi um dos pontos que mais gostei, na verdade! Sem contar a capa, que achei muito linda.

Pra começar, adorei a protagonista, Violet: embora ela tenha tido um passado um pouco doloroso e que deixaram marcas profundas nela, a sua personalidade é incrivelmente vibrante. Dona de cabelos cor de fogo e atitude sexy, ela chega a ser petulante e orgulhosa, mas não deixou de ganhar minha simpatia. Ela é decidida e forte, do tipo que sabe o que quer, e me contagiou a ser mais assim também.

Já o Martin *suspiro* se transformou em um cara incrível ao longo do livro. No início, eu bem que senti por ele o desgosto que Violet sentia por um cara engomadinho, chato e que só ligava pra negócios, trabalho e status. Mas, depois de um tempo, fiquei encantada com o jeito protetor e amoroso dele, o fato de ele ser ótimo na cozinha e de ter batalhado pra subir na vida com seus próprios méritos!

“Ele franziu a testa, odiando a ideia de que ele iria machucá-la. Especialmente porque ele entendeu que sua animosidade em direção a ela tinha surgido a partir de uma atração profunda e primitiva que ele tinha se recusado a reconhecer. Coisas de estudante clássico, realmente — puxar o cabelo da menina que você mais deseja para ela notá-lo.”

O casal não tem aquela possessividade doentia que encontramos em outros livros adultos, não existem brigas homéricas e escândalos arrebatadores. Como disse, é uma história gostosinha, e a que mais beirou a realidade comparada com as outras que já li.

hot island nightsNo início, confesso que fiquei muito, muito dividida com a atitude dos dois. Como perceberam pela sinopse, Martin era noivo de Elizabeth (ou E., como Violet a chama carinhosamente), uma mulher que, para ele, encaixava como uma luva em sua vida: era elegante, comportada, instruída. Ela parecia perfeita para ele e seu círculo social e era completamente diferente da extravagante e maluca Violet. Justamente por isso, os dois, Violet e Martin, se davam tão mal. Suas personalidades completamente diferentes os faziam brigar feito cão e gato. O clichê aqui, dos opostos de atraem, embora seja bem evidente, não deixa a história cair no piegas, sabe?

No entanto, a gente percebe que essa tensão sexual entre eles obviamente já existia mesmo quando Martin estava com Elizabeth, e isso me fez sentir uma pontada de ressentimento dos dois. Isso também estava presente na própria Violet, que tinha medo de revelar seu verdadeiro sentimento pra sua amiga e perdê-la de uma vez. Também fiquei chateada com as censuras (de caráter sexual) que Martin fazia a E., e, no entanto, teve atitudes diferentes, mais liberais, com Violet. Acho que me “senti mal” pela Elizabeth, pelo fato de Martin já desejar e fantasiar como seria estar com Violet mesmo comprometido – e ela, por sua vez, se sentir atraída e apaixonada pelo noivo de sua melhor amiga (embora ambos não “soubessem” desse sentimento, ou melhor, não conseguiam admitir), e o tempo que ambos perderam em um relacionamento fracassado e vazio.

“Cada minuto, cada segundo com Violet era uma revelação. Ela era surpreendente, forte e frágil, ardente e suave, tímida e ousada. Uma contradição ambulante. Um quebra-cabeça. Um mistério que um homem pode passar uma vida gloriosa desvendando.”

Porém, tudo foi bem trabalhado, nem rápido demais, nem lento demais. Todos os sentimentos tiveram um tempo certo pra amadurecer: o impulso sexual, a paixão arrebatadora, o amor protetor. Mesmo que Martin achasse que amava Elizabeth e, de repente, já estava louco por Violet, percebemos que ambos (ele e E.) estavam enganando a si mesmos, com uma vida e um sentimento que, na verdade, não queriam ter. Isso me fez relaxar um pouco mais e ficar confortável com as atitudes deles durante a leitura, por ambos finalmente terem coragem de viver o que queriam e de tomar atitudes sem pensar no que os outros queriam ou iriam achar. O fato de E. encontrar tudo o que não tinha com Martin em outra pessoa também me deixou feliz.

No geral, gostei demais do livro e recomendo para quem gosta de histórias leves e, ao mesmo tempo, sensuais e apaixonantes. Ótimo para agradar a mente em momentos de tédio (como aconteceu comigo, rs!).

NOTA4

Ainda não li o primeiro livro e não sei se lerei, pois fiquei bastante satisfeita com a experiência que tive nesse volume, mas quem sabe um dia. E vocês, o que acharam? Já conheciam o livro ou ficaram interessados em conhecer?

Beijos e até a próxima!

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

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