Resenha: Outros Jeitos de Usar a Boca, de Rupi Kaur

“a solidão é um sinal de que você está precisando desesperadamente de si mesma.”

Oi, oi, gente!

Esse ano resolvi sair da minha zona de conforto com algumas leituras e me aventurar nos poemas e poesias, estilos que eu raramente gosto de ler. Quando vi o boom do livro “Outros Jeitos de Usar a Boca“, da poeta, artista plástica e performer canadense Rupi Kaur, publicado pela Editora Planeta Brasil (2017, 208 páginas), fui seduzida pelas críticas positivas e essa foi minha 11ª leitura do ano.

outros jeitos de usar a boca capa livro poema

Trata-se de um livro de poemas dividido em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura. Em cada um desses nichos, são abordados outros subtemas, ora intensos, ora delicados, especialmente para as mulheres, como a violência, o estupro, o abuso, o feminismo, o amor, a perda, o abandono, a feminilidade e a superação.

O que achei:

Por se tratar de um livro curto e simples, vou me ater diretamente a minha opinião a respeito dele. “Outros Jeitos de Usar a Boca” surpreende pela intensidade de seus textos e uma possível conexão que podemos fazer com um poema ou outro e interligá-los com nossa própria vivência.

No geral, grande parte dos textos carrega muita dor e mágoa, especial na primeira parte. A medida que vamos avançando na leitura, vamos viajando em busca da superação desses traumas. É uma trajetória bem como a própria vida e, mesmo que não tenhamos passado por aquilo que está sendo narrado no poema, é impossível não sentir desconforto e empatia.

O livro contém muitas ilustrações da própria autora que trazem delicadeza à experiência de leitura. Todos os poemas iniciam por letras minúsculas, o que pode incomodar os mais perfeccionistas.

“eu não fui embora porque eu deixei de te amar eu fui embora porque quanto mais eu ficava menos eu me amava.”

Alguns poemas são lindos e viscerais, tocam fundo e emocionam. Outros, no entanto, não me causaram nenhum tipo de sensação e, perdoem-me, mas duas ou três linhas de texto em uma página acabaram me parecendo um desperdício.

Infelizmente não é um tipo de leitura que me encanta, embora considere extremamente necessária, não só para a divulgação do estilo em si, mas por se tratar de um conteúdo de abrir os olhos. Como se tratam de textos, em sua maioria, sobre mulheres, este não deve ser considerado seu único público – muito pelo contrário: como disse acima, aconselho que também os homens possam lê-lo e consigam criar algum laço a mais de empatia e respeito pelas mulheres que os cercam.

NOTA: 3

E vocês, curtem livros de poemas? Já leram esse ou outros títulos nesse mesmo estilo?

Beijos e até a próxima!

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

3 thoughts

  1. Também não tenho o hábito de comprar livros de poesia, não compraria um desses por achar muito arriscado, mas achei essa divisão interessante, ainda assim só pegaria emprestado para ler.

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    1. Sim, ainda bem que não comprei o físico. Tentei ler outro nesse estilo recentemente, porém me encantou menos ainda. Definitivamente, não é pra mim esse tipo de leitura… Quem sabe no futuro não tente novamente, rs.

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