Resenha: Dez Razões para Amar, de Liesa Abrams

“Seguramos tão forte um ao outro que parecia que viraríamos uma única pessoa”.

Em um raro momento de bobeira há um tempo atrás, decidi ler algo pequeno, apenas pra passar o tempo. Vasculhei alguns dos meus e-books (esquisito estar cada vez mais viciada neles, uma vez que os detestava) e fiz a melhor escolha possível para o momento: “Dez Razões para Amar“, de Liesa Abrams, um dos livros da Coleção Primeiro Amor da Editora Ática (2003, 143 páginas).

dez razões para amar livro capaO livro é curtinho, leve e muito gostoso de ler. Ele conta a história da Erica, que acha todo tipo de romantismo fútil e desnecessário. E ela tem certeza que jamais se renderá a uma paixonite aguda, mesmo gostando de Frank London, o sério e compenetrado editor do jornal da escola.

Frank é o cara perfeito: inteligente, sério, maduro… e também não dá a mínima para bobagens do coração. Bem diferente de Paul, melhor amigo de Erica. Mas é com Paul que ela faz as coisas que ela mais gosta e sabe que ele a entende como ninguém. Será que na verdade Erica é uma romântica de plantão? Ou pior: será que está apaixonada – o mais sentimentalmente possível – pelo seu melhor amigo?

O que achei:

Bem, a sinopse já é muito óbvia, assim como a história de Erica, mas, mesmo assim, me rendi rapidamente ao livro. Ele tem uma escrita carismática e bem despretensiosa, e me deixou bem zen durante toda a leitura. O universo aqui é bastante juvenil, mas não achei bobo ou água-com-açúcar demais, sabe?

Erica e Paul estão no colégio, mais precisamente no Ensino Médio. Erica é uma personagem legal e me identifiquei muito com ela e com Paul, até porque os interesses deles (games, quadrinhos etc.) foram os meus também durante a escola, e continuam sendo até hoje, mesmo que os outros entendam como “coisa de criança” (assim é no livro e na vida real, rs).

Ela é uma pessoa completamente anti-romântica, pois odeia demonstrações públicas – e muito explícitas – de afeto, tipo duas pessoas se beijando loucamente na frente de outras. Ela acha isso nojento, além de desnecessário. Considera todo e qualquer romantismo uma coisa forçada.

Ela também é uma aspirante a jornalista e adora esse ambiente, motivo pelo qual se candidatou a entrar para o jornal da escola. Lá, além de fazer o que tanto gosta, Erica poderá ficar perto do cara por quem ela é apaixonada: Frank London! Ela o acha super maduro, inteligente e, melhor, ainda: além de eles conversarem sobre o mesmo assunto pelo qual ambos são apaixonados (jornalismo), ele também acha toda e qualquer demonstração de amor uma bobagem.

Enquanto vai se aproximando cada vez mais de Frank, Erika também tem que lidar com os sentimentos de seu amigo Paul, que confessa estar apaixonado por ela e, lógico, odeia Frank. Ao tentar manter a amizade com seu melhor amigo e, ao mesmo tempo, fazer com que o relacionamento com Frank evolua, muitos pensamentos e sentimentos vão surgindo, e ela começa a mudar de opinião quanto ao que o romantismo de fato representa.

Gostei muito mesmo dos personagens, especialmente de Paul! Sabe aqueles personagens pelo qual você se apaixona à primeira leitura?! ❤ Ele é lindo, calmo, tem ótimos gostos, se preocupa e cuida tão bem da Erika que fiquei encantada! Já a Erika me deixou um pouquinho revoltada algumas vezes, por não perceber e entender sinais óbvios, tanto de coisas boas quanto de coisas ruins, e por demorar muito pra dar o braço a torcer e assumir seus verdadeiros sentimentos.

Frank entra na lista de personagens mais detestáveis de livros que já conheci. O cara é super chato, daqueles quadradões metidos a intelectuais que a gente revira os olhos só de imaginá-lo falando, sabe? O cara é patético e diz coisas super inapropriadas pra Erika, que eu me sentiria super mal de escutar. Fiquei surpresa dela ter passado tanto tempo ao lado de um cara super mala, tendo o perfeito do Paul ao lado!

Só não gostei tanto do final. Ele não chega a ser ruim, mas achei tão afobado e repentino e, ao mesmo tempo, com mais falas do que deveria ter tido, que perdi um pouco do clima de romance das últimas linhas. Ainda assim, parte dele é fofinha e até valeu a pena.

No geral, como disse, é um livro bem juvenil, mas é uma maneira bem divertida de mostrar aquela máxima de “a felicidade mora ao lado” e, muitas vezes, a gente não percebe. Recomendo pra quem gosta de uma leitura leve, jovem e despretensiosa!

NOTA: 4

Já conheciam o livro? Se interessaram ou não gostam de ambientes mais juvenis?

Beijos e até a próxima!

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

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