Resenha: Claro Que Te Amo!, de Tammy Luciano

“- (…) Seja forte, viva esse momento como se ele fosse se transformar lá na frente em algo muito bom. A vida não acontece como nos sonhos. A realidade existe e o nosso destino é vencer as dores, superar os obstáculos e persistir (…).”

Oi, gente!

Já faz um tempo que tinha ganhado, em um sorteio, o livro nacional “Claro Que Te Amo!“, da autora Tammy Luciano, publicado pela Editora Novo Conceito (2013, 320 páginas). Fiquei tão empolgada que quis ler logo. A capa é tão bonitinha que despertou minha curiosidade (embora eu nunca consiga relacionar as pessoas da capa com os personagens que crio na minha cabeça). Mas gente… Nunca atrasei tanto pra terminar de ler um livro! Sério… A leitura se arrastou por dois meses! Abaixo explico meus motivos. Mas, antes, conheçam a história.

claro que te amo capa livro.jpg

Piera, uma moça de 19 anos, está vivendo o drama de ver escondida o casamento do ex-noivo, André. Na verdade, embora ela esteja ali pra se torturar um pouquinho mais, a intenção era dar um fim àquela história. Os seis anos de namoro foram terminados sem mais nem menos por André, sem uma explicação lógica e com um pesado “descobri que não te amo mais”. Pior: Piera ainda descobre que havia sido traída.

Para superar essa dor, ela conta com a apoio das amigas inseparáveis e de seu pai. A mãe de Piera era ausente, pois havia deixado os dois quando Piera tinha um mês de vida. Apesar disso, o relacionamento dela com o pai é muito forte e bonito!

Porém, em um belo dia, a vida de Piera vira de cabeça pra baixo mais um vez: a mãe dela retorna! Internada em um clínica para se tratar de uma depressão profunda e da esquizofrenia, ela tem que enfrentar o trauma de ter sido abandonada, deixar de lado todos os questionamentos do motivo pelo qual isso aconteceu e encarar a mãe doente.

O que ela não contava, no entanto, era encontrar algo bom no meio de tanta confusão. Ao chegar pela primeira vez na clínica, Piera dá de cara com Marcelo, o administrador do lugar e aspirante a médico. Ele era responsável pelo acompanhamento da mãe dela, Dona Cecília, e a atração entre os dois é instantânea. Mas os constantes abandonos sofridos por Piera, primeiro pela mãe e, depois, por André, a fazem burlar a própria felicidade várias vezes.

“Algumas vezes nossa vida vira ao contrário e perdemos o rumo de tudo, não sabemos nem como nos comportar.”

O que achei:

Bem… Ainda não sei exatamente qual meu sentimento pelo livro…

A história de Piera é carregada de muito drama, pois as coisas que acontecem com ela são terríveis. Como tudo é narrado em primeira pessoa, na voz da própria Piera, é como se estivéssemos dentro da cabeça dela o tempo todo. E isso é, infelizmente, péssimo! Existem muitas filosofias sobre as situações que acontecem com ela e o livro acaba ficando repetitivo, com páginas e páginas sobre o mesmo assunto. A situação com André, por exemplo, perdura o livro inteiro! Tá certo que foi o estopim, o ponto central e inicial do livro, mas a constante repetição do que aconteceu acaba minando a leitura.

“Algumas pessoas marcam nossa vida e definem acontecimentos em nossos dias.”

Além disso, Piera é um contraste muito grande. Embora tenha 19 anos e uma certa “maturidade” (por ter sofrido várias perdas, ter sido abandonada pela mãe, já ter um emprego e fazer trabalhos de caridade), em outros momentos ela se mostra bem mimada, cheia de vontades e atitudes muito, muito bobas. Adorei as partes em que as amigas dela e o próprio Marcelo dão uns toques de realidade nela – sem sucesso, infelizmente.

Por falar em Marcelo, eu quase me senti cativada por ele, mas não tanto. O personagem é aquele típico cara certinho, rico, bonito e bem-sucedido: um “semi-perfeito”! Ou seja, em alguns momentos, ele também se tornava um chato, do tipo que passa lições de moral, sabe? O André, sem dúvida, é o personagem que eu mais odiei em toda a minha vida literária! Ele é um completo babaca e demorou muito até a Piera dar uns gritos com ele também.

Acredito que a intenção do livro era mostrar a evolução sentimental e o nível de maturidade e aprendizado que a Piera vai adquirindo com o tempo. Mas esse caminho de descoberta dela é um pouco cansativo… Até porque ela é a típica drama queen: quando tudo está indo bem e melhorando, ela mesma faz questão de estragar tudo! Dá vontade de entrar no livro e dar uns tapas nela, sério mesmo.

“É realmente impressionante e especial quando alguém faz a gente se sentir menos angustiada.”

Em uma opinião pessoal, também achei que a Piera tinha pouca idade pra toda essa enrolação amorosa na qual ela se envolveu. Acho super estranho uma pessoa tão nova casar. Nada contra quem vive uma vida assim e tal, mas é minha opinião mesmo. Acho que se deve ter um mínimo de idade/maturidade pra assumir essa responsabilidade. Não é porque existe um grande sentimento que tudo vai ser um mar de rosas. Alguns trechos do livro fizeram transparecer que casar é algo simples, fácil e normal.

Também achei a paixão da Piera e do Marcelo muito rápida. Tipo, eles mal se viram e já estavam complemente viciados um no outro. Algumas vezes ela estava no maior drama por conta das coisas difíceis que estava vivendo e, de repente, era só Marcelo pra cá e pra lá…

Apesar de tudo isso, a estrutura do livro é impecável e uma das mais lindas que já vi! Encontrei apenas dois pequenos errinhos de digitação, mas nada que atrapalhasse a leitura. As páginas são levemente amareladas, com fontes e tamanhos muito bons. Cada início de capítulo é marcado por um pensamento da Piera, e dá uma sugestão do que vai acontecer logo em seguida. Além disso, o topo das páginas é marcado por lindas borboletas (elemento essencial da história) e o rodapé tem corações. Ficou muito amor!

“Com o tempo a gente vai se acostumando com a presença de alguns, a ausência de outros e as peças da vida em suas posições mais adequadas.”

No geral, só posso dizer que o livro é recomendado para pessoas que gostam mesmo de um romance, pois alguns trechos são bastante melosos. Adoro romance, como vocês podem ver pelo naipe das minhas leituras, mas esse estava em um outro nível que eu não consegui acompanhar de um jeito gostoso, sabe? O tempo todo parava a leitura e até pensei em desistir, mas odeio deixar as coisas pela metade. Persisti mais um pouco e até que, lá pro final, as coisas começam a ficar um pouquinho mais interessantes. Deve ser uma questão de mood mesmo. Eu não devia estar no clima certo para lê-lo, talvez.

NOTA: 1

Vocês já leram esse livro? Adoraria saber a opinião de vocês sobre ele!

Beijos e até a próxima!

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

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