Resenha: O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams

“No início, o Universo foi criado. Isso irritou profundamente muitas pessoas e, no geral, foi encarado como uma péssima ideia.”

Oi, oi, pessoal!

o guia do mochileiro das galáxias

Uma das séries que sempre quis ler na vida era a trilogia de cinco (não canso de achar graça disso, rs) de “O Guia do Mochileiro das Galáxias“, escrito pelo talentosíssimo Douglas Adams! A série foi um marco do gênero de ficção científica. Começou sua história como uma série de rádio e, depois, uma compilação em fita cassete. É bastante conhecida no mundo todo, com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, e leitura obrigatória para os amantes dessa vertente literária.

O primeiro livro recebe o título que dá nome a série e, dentre as várias versões que já foram publicadas, a primeira que li foi a da Editora Arqueiro (2010, 160 páginas).

Em linhas gerais, no primeiro volume conhecemos nosso protagonista Arthur Dent, um inglês azarado que escapa de um evento dramático – a destruição da Terra -, graças a um amigo de Betelgeuse que, enquanto estava ilhado em nosso planeta, havia se disfarçado de ator desempregado. Arthur se vê arrastado, apesar de seus protestos histéricos, para as situações mais alucinadas nos pontos mais distantes do tempo e do espaço.

“Toda a minha vida eu sempre tive uma impressão estranha, inexplicável, de que estava acontecendo alguma coisa no mundo, uma coisa importante, até mesmo sinistra, e ninguém me dizia o que era.”

O que achei:

Já fazia algum tempo que tinha a coleção “O Guia do Mochileiro das Galáxias” na estante. No entanto, na primeira vez que peguei para ler, não consegui avançar na leitura. Deixei lá esperando por um momento mais oportuno e percebi o real motivo de eu não ter me ligado nela na época, mas ter apreciado muito mais agora: o crescimento do meu senso crítico e análise política.

Antes de julgar como “chato”, no entanto, calma. Douglas Adams escreve de uma forma diferente. O livro, no geral, é muito bem humorado e divertido. Houveram vários momentos em que dei aquelas risadinhas. Mas, velados por trás do humor, o autor faz diversas críticas ao nosso modo de vida como um todo, à nossa forma de reagir diante dos acontecimentos cotidianos e aos nossos falhos sistemas sociais (políticos, de segurança, comportamentais, burocráticos etc.).

“Por que as pessoas nascem? Por que elas morrem? Por que elas passam um tempo tão grande entre o nascimento e a morte usando relógios digitais?”

A genialidade e sagacidade de Adams é indiscutível! Ele criou não um mundo apenas, mas um universo inteiro de espécies, planetas, costumes, diálogos e até tempos verbais que, a princípio, parecem confusos, mas que vão tomando forma e “sentido” à medida que vamos acompanhando Arthur Dent e Ford Prefect enquanto escapam da destruição da Terra rumo à um destino inesperado no espaço.

A linguagem irônica e sarcástica é característica do livro, e é justamente o que o torna único! A leitura flui bem e os acontecimentos completamente inusitados são o gás que impulsiona até o fim do livro (que é bem curtinho). O autor pega tudo o que a gente conhece e vira do avesso! Ou dá para coisas comuns do nosso dia a dia, como uma simples toalha, um significado totalmente especial e de importância fundamental para a sobrevivência na galáxia!

“O Universo, como já foi dito anteriormente, é um lugar desconcertantemente grande, um fato que, para continuar levando uma vida tranquila, a maioria das pessoas tende a ignorar.”

A intenção de Adams, além de divertir por meio de um humor pouco convencional, é nos fazer questionar acerca da vida, do universo e tudo mais. Todos esses fatos nonsense podem parecer bizarros demais para serem digeridos (e, talvez por isso, podem não agradar determinado público), mas, acreditem: eles são completamente inteligentes – a sua maneira!

série o guia do mochileiro das galáxias

Um detalhe que achei bem legal foi ver os títulos de toda a trilogia de cinco explicados em vários trechos do livro, dando uma boa dica do que a gente vai encontrar e a que se referem os volumes futuros. No fim das contas, achei a narrativa tão envolvente e cativante que fiquei me questionando se as teorias do livro eram verdadeiras, rs! De uma coisa eu sei: a partir de hoje, vou respeitar muito mais os ratos!

“Há uma teoria que indica que sempre que qualquer um descobrir exatamente o que, para que e porque o universo está aqui, o mesmo desaparecerá e será substituído imediatamente por algo ainda mais bizarro e inexplicável… Há uma outra teoria que indica que isto já aconteceu.”

Cada livro da série foi publicado separadamente. A edição que comecei a ler é a econômica, mas gostei bastante da qualidade dela. A capa, apesar de não ter abas, nunca “envergou”. A qualidade das páginas é excelente, amarelada, com fontes em bom tamanho.

o guia definitivo do mochileiro das galáxias.jpg

Porém, ganhei de presente da Editora Arqueiro “O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias“! E, gente… APAIXONEI! A edição em capa dura reúne os cinco livros em um só volume, e agora migrei minhas leituras pra esse volume único incrível! ❤

“Não basta apreciar a beleza de um jardim, sem ter que imaginar que há fadas nele?”

Apesar de ter o volume definitivo, a medida que for lendo farei as resenhas individuais aqui para vocês. Assim, não só não irei me perder na opinião que tive de cada parte da série, como ficará mais fácil caso vocês queiram saber minhas percepções de trechos específicos. Nas próximas resenhas também faço mais considerações sobre a nova edição.

NOTA: 4

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Vocês já leram esse livro? Gostaram ou não é a praia de vocês?

Beijos e até a próxima!

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

6 thoughts

  1. Eu AMO O Guia dos Mochileiros da Galáxia! Só não consegui ler o sexto livro “E tem outra coisa…”. Acho que me acostumei e me encantei demais com a escrita do Douglas Adams, e seu “sucessor” não chegou, pra mim, a seus pés.

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