Resenha: O Despertar do Príncipe, de Colleen Houck

*Pode conter spoilers.

“Suas sobrancelhas se abaixaram enquanto ele se concentrava, depois se ergueram quando sua boca se curvou para cima em um sorriso genuíno. Foi uma expressão tão solar, tão cheia de contentamento, que me peguei querendo me banhar naquele sorriso. Era como se o sol tivesse estado coberto por nuvens de tempestade mas naquele breve instante houvesse aparecido, aquecendo-me de um jeito que me fez querer vê-lo sorrir outra vez.”

Oi, oi, gente!

Tenho algumas séries completas e não concluídas na estante que pretendo finalizar esse ano. Dentre elas, está a série “Deuses do Egito”. Por isso, resolvi publicar a resenha do primeiro volume para vocês: “O Despertar do Príncipe“, da autora Colleen Houck (Editora Arqueiro, 2015, 384 páginas), de forma a me motivar a entrar novamente nesse universo! ❤

capa_despertar_do_principe

Esse livro é bem especial pois foi o primeiro livro que discutimos e publicamos no canal que faço parte, o Literamigas. Como foi nosso primeiro vídeo, falamos sobre ele até chegar a exaustão, então resolvi resenhá-lo de uma forma diferente, apresentando 5 motivos para amar e 5 motivos para “odiar” o livro, rs.

O nosso vídeo funcionou mais ou menos nesse estilo, pois falamos um pouco da história do livro e do que gostamos e não gostamos ao longo da leitura. O post, assim como o vídeo, contém spoilers leves, então assista e leia por sua conta e risco, viu? 😉

“Aprendi que a imagem que alguém exibe, embora não seja cem por cento precisa, indica o tipo de pessoa que ela é.”

Nesse primeiro volume, conhecemos a Liliana Young que, aos 17 anos, tem uma vida aparentemente invejável: ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.

Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia – na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super regrada de Lily sofre uma reviravolta.

Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.

“– Um lírio do deserto não olha com ciúme para uma reles violeta.”

5 motivos para amar ❤

1. O mocinho é perfeito:

Sim, eu sei que geralmente os mocinhos são assim, mas gostei muito do Amon por achá-lo diferente dos outros. Aqui, ele é extremamente focado na missão que tem que cumprir, o que geralmente não acontece em outros livros em que o carinha deixa tudo pra segundo plano depois que se apaixona.

2. Tem mitologia egípcia no enredo:

Nem precisa comentar muito, né? Eu, pelo menos, sou fascinada pelo Egito e esse foi um dos grandes atrativos para ter desejado o livro na minha estante. Aqui, conhecemos algumas lendas, histórias e características dos deuses, bem como costumes da época dos faraós que me fizeram viajar para o Egito pelas páginas do livro… ❤

3. O livro é bem explicativo:

Tudo o que mencionei no item anterior é mais do que explicado durante a leitura. Chega até a ser didático e, apesar de ter me incomodado no início, vi que essa pegada mais cheia de informação é necessária, até porque muita gente não tem conhecimento sobre a cultura e ia acabar ficando super perdido sem elas espalhadas aqui e ali durante a fala dos personagens.

4. Os personagens secundários são maravilhosos:

Além de Amon, seus irmãos Ahmose e Asten são fofos demais! Asten é aquele cara totalmente confiante, que dá em cima da mocinha descaradamente porque sabe que tem charme, rs. Já Ahmose, mais centrado e calmo, me pareceu um ótimo pretendente pra mocinho de NA! 🙂 Tenho certeza que eles crescerão muito no enredo dos próximos volumes.

5. A leitura é fluida:

Sim, temos pontos negativos aqui e ali, mas sabe quando você não consegue largar o livro de jeito nenhum porque precisa chegar até o final? Foi isso que aconteceu comigo! É tão gostoso de acompanhar que, quando você percebe, já acabou!

“(…) quando somos privados de tudo aquilo que valorizamos, finalmente conseguimos ver a verdade.”

5 motivos para odiar 😦

1. A protagonista é irritante:

Um paradoxo entre “posso fazer o que quiser, sou livre” e “tenho que atender as expectativas dos meus pais”. Lily é bem chatinha e faz aquele estilo menina rica mimada, o que me incomodou muito, uma vez que a narração é em primeira pessoa. Ao decorrer da saga ela até que muda um pouco, perde mais da vaidade e da mania de querer empinar o nariz o tempo todo. Ainda assim, ela não me conquistou…

2. O casal não tem química:

Infelizmente senti, a princípio, que o sentimento da personagem Lily não era correspondido e ficou até exagerada a fixação dela em ficar com o Amon. Depois de uma certa cena de ciúmes é que vamos ter a confirmação dos sentimentos dele. Mas não adianta, demora muuuito pra rolar uma química legal, e não torci por eles logo no início das páginas. Pelo contrário. Lá pro finalzinho do livro é que fui realmente curtir os momentos deles dois juntos.

3. Todo mundo gosta da mocinha porque ela é, lógico, perfeita:

Não tenho problemas com personagens perfeitos, diga-se de passagem, até porque encontramos esse perfil em 99,9% dos livros. Eles sempre são belos, de corpos esculturais e feições agradáveis. Mas acho que a Colleen exagerou na Lily ao fazer TODO personagem do livro ficar de quatro por ela. Amon, os irmãos dele e até o vilão (!!!), que mal tinha participado de cenas com ela, estavam ali, babando pela Lily, e achei muito chato esse ponto de exaltarem SEMPRE as maravilhosas características delas.

4. A batalha final, que deveria ser épica, acaba muito rápido:

Sim, eles tem que salvar o mundo. Sim, o Obscuro vai trazer o caos. Mas a batalha para evitar o despertar do deus Seth foi tão pequena comparada a proporção do caos que ele faria que fiquei meio perdida, tipo “já acabou?”. Não são cenas desprovidas de ação ou emoção, mas a autora nos preparou tanto ao longo do livro todo pra algo grandioso que, por fim, deixa a desejar.

5. A mocinha só quer saber de beijar o mocinho – e que se dane o fim do mundo:

Você encontra um cara lindo de morrer (sacou o trocadilho?) que na verdade é uma múmia. O que você faz? Fica com medo? Claro que não! Se você for a Lily, só vai pensar em beijá-lo. O TEMPO TODO! Outra situação que me irritou foi essa, pois a Lily praticamente implora pela atenção do Amon, mesmo sabendo que ele precisa focar na sua missão.

A série “Deuses do Egito” é composta por três livros e um spin-off, que se chama “O Duelo dos Imortais” e não tem relação direta com a história de Lily e Amon (inclusive já li e em breve rola resenha dele por aqui). Todos os volumes já foram publicados aqui no Brasil com lindas capas metalizadas, também pela Editora Arqueiro.  O Segundo volume se intitula “O Coração da Esfinge” e o terceiro e último volume, “A Coroa da Vingança“.

Outro ponto positivo que não mencionei acima são as quotes, que me fizeram apaixonar. Separei algumas delas pra vocês ao longo do post, mas também se destacam:

  • “Sem você eu seria uma balsa lançada em um mar revolto sem vela nem âncora. Estaria realmente perdido.”;
  • “– Meu coração fica mais leve com você.”;
  • “De que adianta ter sucesso se você não aproveitar suas conquistas? É preciso ter equilíbrio. Até mesmo um rei comemora. Se não comemorasse, como poderia ter um governo eficaz?”;
  • “Prometi a mim mesma que iria aproveitar cada minuto enquanto durasse. Estava vivendo um sonho e tendo a melhor experiência da minha vida. Jamais esqueceria aquilo enquanto vivesse.”;
  • “A gratidão me invadiu e sorri, jurando lembrar que, mesmo nas mais árduas das circunstâncias, era melhor viver, explorar e enfrentar possíveis perigos do que passar o resto da vida acovardada dentro de uma linda caixa. Dali em diante, ousadia seria o meu nome.”;
  • “Por que os homens confiavam tanto em si mesmos a ponto de perderem o bom senso?”;
  • “– Sem ideias, muitas descobertas permaneceriam escondidas Se sabia alguma coisa sobre o amor, era que valia a pena lutar por ele, mesmo que eu precisasse usar uma espada para protegê-lo. O milagre de encontrar o amor, o amor de verdade, era raro o suficiente para fazer o dever e a obrigação terem que se esforçar para enfrentar a concorrência.”

Ah, vem conferir o que eu e as meninas achamos do livro AQUI.

NOTA: 4

E vocês, já leram a série? O que acharam?

Beijos e até a próxima! 😉

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

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