Resenha: A Garota do Calendário – Março, de Audrey Carlan

“Homens… Às vezes eles só ouvem o que querem. Não importa se são gays, falta-lhes o gene da compreensão da alma feminina e seus motivos.”

Oi, oi, gente!

Como vocês estão?

Hoje vim conversar sobre a 14ª leitura que fiz esse ano, do livro “A Garota do Calendário – Março“, de Audrey Carlan, publicado pela Editora Verus (2016, 144 páginas). Eu já tinha lido esse livro em 2017, mas, por algum motivo, não lembrava nada dele e resolvi reler, pois pretendo finalizar a série em algum momento, rs. Já falei pra vocês aqui sobre os volumes anteriores, dos meses de Janeiro e Fevereiro.

a garota do calendário março.jpg

Nesse volume, nossa protagonista Mia vai passar o mês de março em Chicago com o empresário Anthony Fasano, que a contrata para fingir ser noiva dele. A princípio Mia não entende por que um homem tão lindo e másculo precisa de uma falsa noiva, até que ela descobre o segredo por trás da sua contratação.

Anthony, como filho homem da família Fasano, é herdeiro e responsável pelos negócios de sua família tipicamente italiana. Donos de um restaurante super popular, ele não pode deixar que ninguém descubra que é gay ou, além de trazer desgosto para a família, pode trazer sérias consequências para seus negócios.

Mas até onde vale a pena esconder esse segredo e magoar a pessoa que mais ama, Hector, com quem se relaciona escondido há anos?

“Eu gostava de falar com Wes. Parecia normal, como se nós sempre tivéssemos sido amigos ou duas pessoas que se amavam muito, mas que, devido às circunstâncias, não podiam ficar juntas.”

O que achei:

O enredo dos livros continua bem simples, como mencionei nas resenhas anteriores. Porém, até agora, foi o melhor volume! Aqui, nós temos a presença de um novo tema: as relações homoafetivas e o preconceito sofrido por esses casais em uma sociedade que só aceita homens másculos com suas esposas-trófeu.

Esse, na verdade, é um dos pontos principais do livro, que deixa até a história da Mia em segundo plano. Anthony e Hector são um casal maravilhoso e é muito bacana acompanhar eles dois! Eu os amei! ❤

É uma tendência da Audrey nessa série dar destaque a temas mais delicados a cada novo mês na vida da Mia, que são bem legais de pensar a respeito e discutir sobre, embora ela não faça isso com maestria. Como os livros são curtos, tudo é trabalhado de forma corrida e sem muitos detalhes.

“- Se sacrificar durante um tempo – ele disse – é o que se faz quando se ama alguém. Você coloca as necessidades do outro acima das suas, e um dia o outro vai fazer o mesmo por você.”

Como a família de Anthony é conservadora e muito tradicional, recai sobre ele a grande pressão de “dar continuidade ao nome da família”, mesmo que ele tenha irmãs que são extremamente capazes de ajudá-lo nos negócios e que já têm suas próprias famílias e herdeiros. Me incomodou bastante os arcaicos costumes da família de Anthony, mas mostra a realidade de muitas famílias, bem como da realidade machista e preconceituosa da sociedade e da pressão dos pais na vida dos filhos, independente da idade, para que eles realizem sonhos que não os pertencem.

Apesar disso, esse é um dos volumes mais divertidos que li até agora. Já li a série até a edição de Julho e faltam apenas cinco volumes pra finalizar. Adoro como Mia geralmente fica amiga dos seus contratantes e de suas famílias e acho que é o que me faz ficar tão agarrada nesses livros.

Tem algo, porém, que me incomoda muito na narração da Audrey. Ela constantemente faz uma espécie de análise do que é uma “mulher de verdade”, como se Mia fosse a personificação da perfeição por não ter “frescuras”. Ter vaidade ou gostar de outras coisas consideradas típicas “de mulherzinha” (fazer compras e gostar de moda, por exemplo) sempre são tratadas no enredo como se fossem considerados gostos de mulheres inferiores.

“Era verdade. Eu aprendi muito com os dois. A não ter medo, a nunca deixar que outra pessoa escolha como minha felicidade deve ser.”

Ainda assim, eu não vou desistir de continuar a leitura de todos os volumes. Ah, e se vocês pensam que, por termos um cliente gay, o livro vai passar longe das cenas hots, vocês estão muito enganados, rs! Como a série é, antes de tudo, erótica, rolam algumas surpresas aí na vida da Mia que, confesso, não estava esperando! Também continuo amando as capas e achando todas lindas demais!

Para quem gosta de livros do gênero para passar o tempo ou sair daquela ressaca, está mais do que recomendado! A leitura simples e os personagens cativantes dão todo um gás para retomar os hábitos de leitura! ❤ Em breve trago a resenha dos próximos meses pra vocês.

NOTA: 3

E vocês, já leram esse livro ou ficaram interessados? Vou adorar saber a opinião de vocês sobre a série!

Um grande beijo a todos e até a próxima!

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

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