Resenha: Nijigahara Holograph, de Inio Asano

“A escuridão logo envolveu o meu ser. Por um instante, eu duvidei que a minha escolha tinha sido a certa, mas a escuridão não me renunciou. …então eu ouvi a voz da borboleta.”

Olá, pessoal!

Como vocês estão?

Hoje vim falar sobre minha 16º leitura do ano e foi mais um mangá: “Nijigahara Holograph“, de Inio Asano, publicado pela Editora JBC (2016, 296 páginas). Ganhei ele de presente e logo me encantei pela capa, mas confesso de antemão que ele não atingiu às minhas expectativas.

Nijigahara Holograph.jpg

Trata-se de um mangá volume único que se passa em um terreno chamado Nijigahara, local onde o passado e o presente dos alunos de uma escola se entrelaçam de forma dramática. Após um acontecimento terrível ocorrido na infância deles, muitos outros começaram a de desenvolver, com grandes cargas de drama, violência e sensibilidade, como o boato do monstro que vive no túnel e o impacto desse local na vida dos alunos, o segredo que cada família carrega, um surto repentino de borboletas que infestam a cidade… São infindáveis eventos que se juntam em linhas do destino completamente emaranhadas, revelando um final impactante.

“Viver é tão fácil apesar de tudo.”

O que achei:

De forma geral, “Nijigahara Holograph“é um mangá adulto com temas pesados. A história não é contada de forma linear. Fatos do presente e do passado são alternados com frequência, então, aos poucos, vamos juntando esses pedaços para poder dar formato à história.

Temos um determinado grupo de alunos de uma escola que presencia, ou melhor, causa uma situação terrível que passa a delinear o futuro de cada um – e esse futuro é obscuro. Não é uma história sobre amor, redenção, superação e outros temas que costumamos encontrar. A história é, essencialmente, sobre a crueldade humana. E ela nos deixa de boca aberta.

“Adultos e crianças vivem em mundos diferentes.”

Os traços do mangá são muito bonitos, embora confusos em algumas cenas onde há a predominância do preto. É um exemplar com quase 300 páginas, mas super rápido de ler quanto você pega o ritmo.

O mangá é muito elogiado e das duas uma: ou você o considera uma obra prima ou não gosta (especialmente por não entender nada). No fim das contas, não fez a minha vibe. Demorei pra engatar e não entendi seu propósito. É levemente perturbador e violento, com passagens pesadas que não são pra qualquer um.

Muita gente disse que, pra entender verdadeiramente, é necessária uma releitura. Mas, honestamente, estou sem vontade de repetir a experiência. Porém, pra quem gosta de quebrar a cabeça e de histórias intensas, tá mais que recomendado. É preciso ler com atenção para se captar sua essência, mas confesso que tive que recorrer a outros leitores em suas resenhas para poder entender determinados pontos.

“Eu penso, Deus está me olhando de algum lugar e irá conceder os meus desejos algum dia.”

Minha resenha está vaga porque realmente não tenho muitas coisas a comentar exceto o que já foi dito. Ainda, é muito melhor você ler o mangá sem qualquer ideia ou explicação, pois isso pode tirar a magia da leitura e sua livre interpretação (o que pode ser bem valioso aqui, uma vez que cada leitor tem uma ideia ou analisa leituras de uma forma diferente, dotando-a de um significado próprio. Assim, compartilhar essas impressões é ampliar ainda mais o universo do autor).

Separei algumas quotes que gostei, onde vocês podem sentir um pouco da densidade do mangá, e coloquei aqui no post. Se destacam também:

  • “Sempre sinto que tem um outro lado em garotas que parecem felizes e gentis como você. Como algo profundo, que não podem contar para outras pessoas”;
  • “…Mas eu acho que todos crescem e tornam-se adultos quando perdem coisas preciosas pra si”.

NOTA: 2

E vocês, já leram ou ficaram interessados? Vou adorar saber a opinião de vocês! ❤

Um grande beijo a todos e até a próxima!

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

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