Resenha: Uma Irmã, de Bastien Vivès

Oi, oi, gente!

2019 já está acabando e vim aqui prestar conta com as resenhas que estou devendo pra vocês, rs! “Uma Irmã“, de Bastien Vivès, foi minha 32ª leitura do ano. Trata-se de uma HQ publicada pela Editora Nemo em 2018 (216 páginas), com um enredo bem simples. Aqui, nós acompanhamos o jovem Antoine que, ao ter suas férias pacatas transformadas por Hélène,  passa a viver os dias mais intensos de sua vida, repletos de emoção e receios.

Uma Irmã

De forma sutil, ainda que forte, ele vai descobrindo um universo feminino tão gracioso quanto perturbador. E o que poderia ser apenas mais uma história de verão, se transforma em uma narrativa apaixonante. Um conto delicado e sensual sobre o despertar de um adolescente que provoca um turbilhão de sentimentos.

O que achei:

Antoine é um menino de 13 anos. Ele tem um irmãozinho mais novo, Titi, e ambos são bons garotos. Eles estão indo passar as férias em uma casa da família, numa região litorânea, e tudo parecia pacato até os pais receberem, por uma semana, uma amiga da família com sua filha, Hélène, de 16 anos.

A garota passa a dormir no quarto com os 2 irmãos e a acompanhá-los em seus passeios. Ela é a típica adolescente rebelde: não trata a mãe com respeito, vive no celular, fuma, usa drogas e bebe. Apesar disso, ela encanta Antoine e vice-versa, e eles mergulham juntos nessa jornada da descoberta da sexualidade na adolescência.

Correndo o risco de ser puritana, achei as experiências com bebidas, drogas e sexo um pouco pesadas para a idade do personagem. Essas cenas de descobertas sexuais são bem constantes e, embora algumas sejam tratadas com um romantismo bem singelo (o apreciar das curvas do corpo feminino, por exemplo), não acredito que eram todas realmente necessárias.

Senti falta de mais profundidade na história, especialmente para entender Hélène. Pelo pouco que conta, é possível definir a razão de ela se comportar como se comporta, mas há uma fala dela, sobre solidão, que ficou no ar sem nenhum tipo de comentário a mais.

Antoine é um garoto bonzinho, que respeita os pais e seus próprios limites. Não tem medo de parecer careta e isso me agradou muito no quadrinho, especialmente porque ele traz essa leveza pra Hélène também.

No geral, é uma história rápida e até gostosa de ler. Queria que tivesse mais páginas e aprofundamento, mas vale a pena para curtir os belos traços entre uma leitura e outra.

NOTA: 3

Mas e vocês, já leram? O que acharam?

Um grande beijo a todos e até a próxima!

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Autor: Andresa Lee

30. Macapaense. Ama livros, jogos, doces, cães, Star Wars, conversas, nerdices e Netflix. Além de blogger literária no UDML, faz parte do canal Literamigas no Booktube.

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